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Bob Fernandes / A Falange dos Vira-Lata...E o erro politico no sincericídio de Dilma

4h ago
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Em entrevista, o presidente Obama interceptou pergunta para a presidente Dilma, e por ela respondeu. Disse: "Vemos o Brasil como uma potência global". Dito isso, seguiu-se o habitual duelo nas redes sociais. Tem quem sabe que Brasil integra o G-20 e ainda é a sétima maior economia do mundo. Tem quem desconheça o que é a diplomacia e tenha ficado eufórico. E teve a fúria da Falange dos Vira-Lata, aqueles que desprezam o país, sempre, e quase tudo que há nele. A Falange Vira-Lata prega ser o Brasil "um lixo". Menos eles, claro... "Os Outros" do Brasil é que são "lixo". Eles são perfeitos: educados, solidários, sobretudo honestos e cultos... E em meio a tanta diplomacia na visita a Obama, a presidente cometeu grave erro político. Chamou ainda mais para si a crise desatada pela corrupção na Petrobras. Em entrevista, a presidente disse: " Eu não respeito delator". Ok. É difícil respeitar dedo-duro, mas presidente da República e assessores devem saber o peso político do que dizem, e não confundir a pessoa com o cargo. O sincericídio de Dilma, certamente segura da sua honestidade pessoal, provoca alguns movimentos. Quase todos com enorme potencial de risco. Durante a campanha a presidente defendeu a "delação premiada" como forma de combate à corrupção. Isso está gravado. Como gravada está a frase de agora. Nessa maracutaia toda não há como a presidente ter certeza ou não do que fizeram tesoureiros, formais ou informais. Portanto, não havia porque botar as mãos no fogaréu. Ao atacar os delatores a presidente joga todos eles contra si. Basta um delator, mesmo mentindo, buscar envolvê-la. Qual seria a reaçãoa isso? A reação seriam semanas e toneladas de manchetes devastadoras. Não importaria, ou importará, se mentira. A presidente teria, ou terá, no máximo, poucas linhas ou segundos para resposta. Em março de 2014, em nota, a preidente Dilma disse que a compra da refinaria de Pasadena ocorreu por conta de "documentação falha" e "informações incompletas". Para além do fato concreto, corrupção, aquele foi erro político seminal. Ali explodiu a crise, que avança.