carlos ruiz

carlos ruiz

Resposta ao Canal Luan Moura - Falácia do Apelo a Ignorância!

1w ago
SOURCE  

Description

Contribua com o Canal Seja Meu Patrão https://www.patreon.com/salatieljunior Ou contribua via Bitcoin: 17KVWuBdJxZYVSmKyhyc4kBPMHMhuhcSGJ AGRADECIMENTO AOS PATRÕES: Eduardo Cabral Hugo Bernardo Felipe Foca Costa Vinicius Bragança Acredito Vendo Heendryll Andrade Márcia Rosenfeld Everton Carvalho Willian Muniz Rafael R Rocha Diogo Pompeu Rico Santanna Jakeline Mendes Vanessa Oliveira Francisco Carlos Ruiz UNIVERSO BARRADO Face: http://www.facebook.com/salatieljr Twitter: http://www.twitter.com/salajrbrasil Vídeo Original https://www.youtube.com/watch?v=cbUgv-8-gM4 O Apelo à Ignorância nas Pseudociências e Religiões Um dos “argumentos” mais usados em pseudociências é o Apelo à Ignorância, o qual é uma falácia bem conhecida. Mas não é apenas nas pseudociências que se faz uso dele: nas religiões também. Religiões e pseudociências são muito mais semelhantes do que costuma-se imaginar, por mais que alguns não gostem disso. Não só os mesmos tipos de “argumentos” são usados em ambas, como a própria demarcação as coloca no mesmo barco (o que explorarei mais num texto futuro). Esse “argumento” funciona, basicamente, de duas formas: Ninguém provou que A é falso/não existe; Logo A é verdadeiro/existe Ninguém sabe o que A é; Logo A é B (sendo que B nunca foi provado existir) Exemplos do uso de tal falácia nas pseudociências são incontáveis. Na ufologia, diz-se que “não se sabe o que era tal objeto, logo ele é de origem extraterrestre”, ou “ninguém conseguiu identificar/explicar tal OVNI, logo era uma nave extraterrestre”; no estudo do paranormal (e existem várias vertentes), diz-se que “ninguém encontrou explicação para este ponto frio, logo um fantasma o gerou ao sugar a energia do ambiente”, ou “não há explicação para tal som, logo ele foi gerado por um espírito”; e assim por diante. Acontece algo extremamente parecido nas religiões. Por exemplo, diz-se que “ninguém provou que deus não existe, logo ele existe”; que “ninguém explicou como tal pessoa foi curada, logo foi um milagre de deus”; e que “o homem não pode explicar tudo, logo deus é a explicação final”. Afirmam-se, também, coisas ainda mais absurdas do que essas, mas acho que os exemplos são suficientes. Todas estas afirmações não poderiam estar mais erradas, porque do não saber não pode surgir o saber. Assim, do nada. O problema é que nada pode ser afirmado com base no mero não saber, na ignorância. Para se atingir o saber não basta afirmar “foi deus”, “foram os ETs”, ou “foram espíritos/fantasmas”. Ao contrário, é necessário muito estudo, esforço e suor. Se você não sabe, logo… Logo coisa alguma, se não sabe, não sabe. Para por aí. Do não saber tira-se apenas perguntas, essas sim podem nos levar levantar hipóteses, a fazer investigações (estudos) e, assim, quem sabe, a alguma resposta. Essas respostas, sim, poderão ser chamadas de saber. Um segundo problema é que o apelo à ignorância implica numa Inversão do Ônus da Prova, que é outra falácia bem conhecida. O Ônus da Prova é, sempre, de quem alega algo, afirma algo. Então, por exemplo, se alguém afirma que deus existe, cabe a essa pessoa provar sua existência; se alguém afirma que ETs nos visitam ou que fantasmas existem, cabe a essa pessoa provar isso; e assim por diante. Para exemplificar melhor, peguemos a Presunção de Inocência, que é um conceito jurídico extraído diretamente do Ônus da Prova. Esse conceito afirma, basicamente, que “todos são inocentes até que se prove o contrário”, ou, em outras palavras, que “toda alegação de existência de uma culpa é falsa até que se prove o contrário”. A aplicação disto na ciência é bem simples: toda alegação é falsa até que se prove, com base em evidências, sua veracidade. Assim, no caso das pseudociências: É correto afirmar que ETs não nos visitam até que se prove o contrário É correto afirmar que abduções extraterrestres são mentiras até que se prove o contrário É correto afirmar que fantasmas não existam até que se prove o contrário É correto afirmar que pés grandes não exist...